Mundão Véi Sem Portêra


A Síndrome da Prosperidade.

 

 

            Um dos principais desafios em nossa região tem sido a consciência ecológica dos habitantes. É difícil para muita gente sentir a ameaça ambiental quando se pode notar verde por todos os lados, os ciclos de chuva funcionando bem, ou mesmo a sobrevida das matas após as – infelizmente - “tradicionais” queimadas do tempo de estiagem. Mas será que isso tudo não terá um fim um dia?

            Para essa pergunta eu tenho uma resposta categórica e radical: sim! E acredito que estamos caminhando para uma situação bem complicada nesse sentido, assim como o resto do mundo.

            Nunca na história da região tivemos que conviver com cheiros desagradáveis de “cidade grande” em nossas pequenas cidades, como tem acontecido nos últimos tempos, (atenção especial aqui ao caso dos arredores do hospital de Cantagalo) e nem mesmo com a “nebulosa” vinda de resíduos de outras regiões para nossa, para serem destruídos nos fornos das nossas fábricas, sem falar em coisas que não sabemos, ou até mesmo quando outros casos fazem questão de que saibamos de sua existência - como o melancólico “espetáculo” do “cuidado” com o lixo de Cordeiro - que pode ser visto das janelas de nossos carros na BR-116, bem próximo a um outro crime, mas de natureza rodoviária – decorrência direta das asneiras do senhor FHC de privatizar até o chão! Isso sem falar na megalomania insana de alguns que pretende construir barragens, ou obras faraônicas no seio de nossa terra desprezando as conseqüências do impacto desta maluquice na minha e na sua vida. Isso por que quem tem essas idéias cretinas está a muitos quilômetros de distancia daqui contando - e torrando - o dinheiro gerado por estas indecências, que só tem um lado; e esse não é um lado bonito de se ver, pois é o pior. 

             Enfim, estamos copiando o que há de pior em matéria de ecologia das outras experiências fracassadas no passado, ou de outras regiões do país. Até mesmo a educação ecológica, que era uma cultura entre os nossos se perdeu.

            Antes, para boa parte da população o lugar do lixo era o lixo, e não o chão, ou outro lugar desapropriado. É lamentável ver que pessoas, aliás, pessoas que deveriam ser conscientes como estudantes de todos os níveis, inclusive universitários (!), não pensem duas vezes ao arremessar coisas da janela dos ônibus, ou carros na rua ou mesmo nas nossas estradas, por exemplo.

            Mas as causas dessas, bem como de outras situações têm raízes, talvez, nos aspectos estruturais de nossa região, e até mesmo o Brasil sofre desse mal. Parece-me ser esta mazela uma espécie de “síndrome da prosperidade”. Fruto de uma falsa impressão.

            Até onde se sabe nunca se faltou nada em nossa terra. Aliás, até se diz que desde o “achamento” desta porção do cone sul da América tudo que se planta por aqui dá. E na nossa região parece que o processo não foi diferente, o que atraiu os colonos - leiam-se contrabandistas - e depois a coroa foi o ouro, que mesmo tendo durado pouco, logo deu espaço para o café, que reinou absoluto em nosso solo, inclusive o estragando em proporções gigantescas. E quando tudo parecia ter acabado, restando apenas uma agricultura de subsistência atrelada a uma tímida iniciativa de pecuária, eis que surge o cimento - renovando o fôlego de nossa economia - bem como a condenando a orbitar em torno do fantástico pó cinza, “maldição/benção” de nossa terra.

               Como se percebe foram poucos os nossos momentos de carestia. A terra tem sido nossa mãe, nos sustentando ao longo deste longo tempo. Isso sem contar o passado pré-cabraliano, no qual nossos irmãos indígenas puderam desfrutar de todo potencial e esplendor da mãe natureza, extraindo dela o que somente necessitavam, e não aquilo que por ventura poderia ser revertido em lucro; ou coisa parecida. Não é necessário tirar vantagem da natureza, quando só o fato de ela nos manter vivo já é a maior das bênçãos.



Escrito por Tikão às 18h14
[ ] [ envie esta mensagem ]


Fábio ataca novamente:

A política em Cantagalo...

 

Nos aproximamos mais uma vez do desfecho de mais um processo eleitoral. Processo o qual mobilizou toda a população municipal. Nossos velhos amigos ”turistas“ reapareceram trazendo consigo um baú recheado de idéias mirabolantes, idéias as quais impressionam e comovem uma grande parte da população.

            Comentários sob a possível construção de um aeroporto, da possível criação de um campus universitário dentre nossos domínios viraram motivo de conversas no último mês.

            Além de promessas mirabolantes de grandes construções, não podemos esquecer da compra de voto descarada, que só não enxerga que existe, quem não quer.

            Mas esses fatos são fatos que estamos acostumados a ver passar por aqui de quatro em quatro anos. Fatos piores aconteceram nessa ultima jornada. Alianças duvidosas foram construídas, líderes municipais apoiaram certos candidatos de natureza suspeita. Candidatos que não tem nenhuma credibilidade e nenhum passado dentre nosso povo, candidatos os quais passarão a fazer parte da nossa grande galeria dos candidatos “turistas”, que só aparecem aqui de quatro em quatro anos para fazer uma visitinha, cobrando antigos favores. Candidatos que nem ao menos compartilham da mesma ideologia partidária desse “líderes”. Antigamente pelo menos as legendas eram respeitadas.

            Agora cabe a nós alertar e esperar quando teremos novamente a ilustre visita de vossas (novas) Excelências.

            Espero que eu futuramente esteja enganado e não volte a escrever sobre esses ilustres visitantes somente daqui a quatro anos.

 

           Envie você também sua contribuição para o Mundão Véi: zanonhistoriador@hotmail.com . Pode se estribá nos arreio que nóis pubrica tudo aqui nesse pedacim de eito virtuar, que vóismice escrevê. Viva a tar da dona democráicia.



Escrito por Tikão às 10h28
[ ] [ envie esta mensagem ]


O eleitorado pela ótica dos presidenciaveis...



Escrito por Tikão às 02h27
[ ] [ envie esta mensagem ]


Mundão Véi Pergunta; Parte II

Quem foi o mais cara de pau no debate ontem? Para não perder o costume, justifique sua resposta.

Divirtam-se!

Obs: só não vale colocar a mãe no meio.

 



Escrito por Tikão às 12h49
[ ] [ envie esta mensagem ]


Mais uma contribuição do Fábio

Olha eu aí de novo...

 

 

            Domingo, 8 de Outubro.

 

            Finalmente temos o primeiro debate para a presidência da república. Surpresas pelo lado Tucano? Nenhuma. Atacou o presidente como era esperado desde o primeiro turno. Surpresas sim pelo lado PTista que mostrou suas garras e atacou o adversário desde a primeira pergunta.

            O que talvez o povo esperava não aconteceu. Continuamos sem saber quais são as propostas do governo Alckimin e continuamos sem saber sobre as falcatruas do governo Lula.

 

Resumo do debate:

 

                        Lula: “Eu não sei de nada

 

                        Alckimin: “O que que eu estoufazendo aqui?!?!”

 

Não precisa assistir reprise.



Escrito por Tikão às 23h02
[ ] [ envie esta mensagem ]


Somos Blues... por Fábio

 

 Eis a primeira contribuição que o Mundão recebe. E ela veio do nosso camarada Fábio, que como eu curte um Blues e sabe o que este que é a raiz de todos os ritmos tem a dizer. Boa leitura:

 

 A vida passa, e não percebemos. Vivemos em busca de algo mais sempre, mas estamos sempre tristes porque jamais conseguimos descobrir o que é.

 Mudaremos nosso jeito de viver? Não, semearemos nossa semente ao resto do mundo.

 Vivemos arte de não sabermos o que somos, vivemos ao exercer o ato da fé, acreditamos no que nunca vimos. Compaixão, solidariedade, honestidade, idoneidade, são termos os quais conhecemos somente no papel. Isso nos faz mais tristes e essa tristeza é o que aquece nossos corações. Essa é a nossa arte de ser blues, transformar a tristeza e dúvida que ronda nosso dia-dia no combustível necessário para viver, sonhar e criar.



Escrito por Tikão às 00h59
[ ] [ envie esta mensagem ]


Sessão da Tarde

 Acabo de chegar em casa de uma vigem de caminhão em que acompanhei meu pai. Fomos buscar esterco na fazenda do Gavião. Apreciem os numeros:

1. Xigamentos da parte de Edinho: 7; (a viagem foi rápida).

 2. Reclamações a respeito do goverdo de Geraldinho Guimarães: 2; (uma minha e outra dele)

3. Menção ao Bootafogo: 0; (isso é raro entre nós, mas teve uma no rádio no programa do Wilson Leão, mas isso não conta).

4. Zoação com os empregados do sítio e para com transeuntes que encontramos no decorrer da viagem: 10.

5. Confição de cornice adquirida: 1; do "Balaio" (acho que era esse o nome do cara que nos ajudou, meu pai chamou ele de 5 nomes diferentes enquento enchiamos os sacos de esterco), que disse estar sua mulher com o RICARDÂO naquele momento. Aliás, a esposa dele estava fora de casa há dois dias; 

6. Trocadilhos com a palavra "saco": 8; Todos oriundos de Edinho. Teve até um direcionado às vacas que estavam no curral onde pegamos o esterco: - "Sai vaca! Larga o meu saco!"

7. pisada em bosta FRESCA de vaca: 1; dessa vez a vítima foi meu pai.

8. Momento pedagógico: 2; aprendi como abrir um saco de esterco e como amarra-lo, com precisão, como papai fez questão de ensinar. 

9. Dívida contraída: 1; meu pai proneteu pagar uma dose de cachaça ao "Balaio" pelos serviços prestados.

 

 E tem gente ainda que fala que pegar esterco em curral é programa de índio, rsrsr... 



Escrito por Tikão às 14h53
[ ] [ envie esta mensagem ]


Nem o RPG é mais o mesmo...Parte II

Na revista Dragon Slayer nº4 na seção Laboratório do Dr. Careca ao longo do artigo O Careca já publicou RPG, Aprenda com ele J.M. Trevisan - um dos componentes do badalado TRIO TORMENTA, autores de ditos sucessos como a revista Holy Avenger, a primeira fase da Dragão e o cenário de campanha TORMENTA - dispara que antes de tudo RPG tem que vender, e que por isso os anseios do mercado devem ser a principal motivação de um jogo de interpretação, em suas palavras ele conclui seu artigo assim:

 

        Mas isso é tão terrível Dr. Careca! Minha obra é um trabalho de arte que não pode ser corrompido por estes pensamentos capitalistas nojentos – diz você de dedo em riste, vestindo uma camiseta vermelha com estampa de um cara barbudo de boina (que você tem quase certeza de que é um tal Che Guevara).   

               Ótimo. LUGAR DE ARTE É NA GALERIA, MUSEU OU NA INTERNET. Quando você resolver publicar, SEU TRABALHO É UM PRODUTO QUE PRECISA SER VENDIDO E DEPOIS É ARTE. ISSO SE FOR BOM O SUFICIENTE[1].

 

             Como se nota pelo fragmento acima, caros amigos, até mesmo autores que tanto gostávamos – sim, passei minha adolescência toda lendo a dragão, e agradeço a esses caras por aqueles primeiros números da revista, onde eles eram artistas de verdade – se venderam a esta lógica infeliz.  Lógica esta que de tão sofrível custou seus cargos na revista Dragão, e inúmeros fracassos de vendas por ai.

            Por isso prefiro a Arte da representação de papéis sim! Pois qualquer coisa diferente disso não é RPG, parece que isto está claro até para o consumidor mais inveterado. Pena que os caras do Trio TORMENTA, e os demais autores de RPG se esqueceram disso.



[1] Grifo meu.



Escrito por Tikão às 09h03
[ ] [ envie esta mensagem ]


Nem o RPG é mais o mesmo...

             Eu to parecendo uma “tia velha” reclamando de tudo e todos por aqui, mas sejamos francos: as coisas não mais as mesmas. Até o RPG, nosso passatempo favorito se rendeu ao mercado selvagem desse capitalismo ridículo

            O D&D da Grow, e mesmo o AD&D da Abril, embora incompletos em relação as regras se comparados ao sistema D20, davam um banho neste no que se refere à ambientação.

            O livro dos monstros de AD&D, como salienta bem o Thiago, embora muito fraco em sua parte gráfica – há figuras que são sofríveis mesmo – tinha uma página para cada criatura, e em alguns casos até mais delas! Todos os monstros eram descritos em sua ecologia, forma de organização, combate, descrição e etc. de modo a dar ao mestre uma noção bem melhor de como inserir esta criatura no cenário da campanha.

            Já o bem diagramado manual dos monstros D20 apresenta os monstros de modo tão enxuto que chega a terem até três criaturas diferentes em cada página. Não se explica onde achar aquelas coisas nos mundo, a não ser pelo sucinto item “terreno” da ficha das coisas.   

            A implicância aqui não é apenas com esse detalhe, mas com aquilo que está por trás dele. Os RPG’s não são mais produzidos com carinho pelos seus autores, mas para que se venda. Aconteceu aquilo que temíamos há tempos atrás. Ao sair do submundo o nosso divertimento favorito passou a servir para gerar lucros para as grandes editoras e estúdios que os produzem, e não ser mais uma manifestação artística de entretenimento.



Escrito por Tikão às 09h02
[ ] [ envie esta mensagem ]


Mundão Literário: O Nome Da Rosa

 Em tempos de pós-modernidade descerebrada - para quem curte um suspense tendo como pano de fundo a religião, e quer fugir de aberrações como O Código Da Vinci - esse Blog recomenda o ivro e, por que não o filme, O Nome da Rosa, de Humberto Eco.

 Trama envolvente e inteligente; leva o leitor/telespectador a um mosteiro da Italia Medieval (1327), em que durante um encontro entre monges de ordens diferentes  ocorrem mortes misteriosas que são justificadas pela fé por uns e pela razão por Guilherme de Baskerville. Imperdível! 



Escrito por Tikão às 19h16
[ ] [ envie esta mensagem ]


Perdão caros amigos por não atualizar o blog ontem, mas hoje compensarei, com daqueles textos que muitos acham grandes e chatos, e outros grandes e chatos, e vice-versa J.

            Indo direto ao tema de hoje, tenho notado cada vez mais como é chato estar vivendo nesses dias em que o individualismo é a tônica das relações. Lembro com nostalgia – olha que isso foi há pouco tempo - que as pessoas eram mais companheiras, e realmente se importavam umas com as outras.

            A mais antiga lembrança que tenho de sentimento de união fora a que se deu durante a copa de 1986 na minha casa, a antiga, para quem conhece em baixo da casa de Seu Cirinho.

            Havíamos acabado de comprar uma TV em cores. Aquilo serviu de pretexto para toda minha família se reunir. Apesar de a copa ter sido um fracasso para o Brasil, e eu estar interessado mais no caminhão de brinquedo que ganhara na ocasião, essa foi a minha primeira vez em que notei que o ato de dividir é muito mais vantajoso do que o de somar para si. A partida do Brasil contra não sei quem, foi ótima, ri muito...  

            Com os lances do jogo, palavrões e risadas preenchiam a sala, que ao mesmo tempo era meu quarto, diga-se de passagem. Vivíamos felizes. O egoísmo ainda engatinhava no nosso país. Sabíamos dar bom dia, boa noite, boa tarde. As pessoas falavam por favor e com licença. Os discos - sim amigos, estou falando de vinil – eram valorizados e só tocados em ocasiões especiais e a um volume que tinha por limite o distinguir os sons que saiam da caixa e só; som alto estragava o som, e pior incomodava os vizinhos.

            Não defendo aqui uma volta aos anos oitenta - até porque isso seria um anacronismo horroroso - mas sim que entre as pessoas os valores que começaram a ser corroídos pela base através do egoísmo pregado pelos neoliberais possam voltar a florescer.

            Somo um povo de tradição hospitaleira e generosa. A fartura de nossa terra fez de nós um povo que de tão bom acabou sendo subjugado por outros povos. Um basta nessa exploração e um sonoro sim ao coletivismo legítimo é a ordem do dia, até por que é a única alternativa que nos resta.



Escrito por Tikão às 18h57
[ ] [ envie esta mensagem ]


CineMundão Recomenda:

 Não passe essa sua existência sem assistir O incrível Exército de Brancaleone e sua sequência, Brancaleone vai às Cruzadas, por favor. Ambos podem ser encontrados na Happy Time do impagável João Dalton e de sua esposa Soninha aqui em Cantagalo, e o melhor: o preço da locação é baratinho. Em breve resenhas críticas destes e de outros filmes.

 E você, sugira um filme aí nos comentários. Os cinéfilos de plantão agradeecem.



Escrito por Tikão às 23h27
[ ] [ envie esta mensagem ]


Óia nois nos Orkut.

Pra todo mundo desse mundão adicionar nossa comunidade lá prás bandas do sítio do Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=21436174

Escrito por Tikão às 16h49
[ ] [ envie esta mensagem ]


Mundão Véi pergunta:

Qual é o candidao mais bizarro eleito antonte? Justifique sua resposta.

Exemplos para refrescar a memória: Clodovil, Wagner Montes, Frank Aguiar, Paulo Melo,Enéias eAparecida Gama.  



Escrito por Tikão às 00h33
[ ] [ envie esta mensagem ]


Os culpados por isso aqui!



Escrito por Tikão às 14h23
[ ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]
 
Meu perfil





BRASIL, Sudeste, CANTAGALO, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese
MSN -



Meu humor



Histórico
08/10/2006 a 14/10/2006
01/10/2006 a 07/10/2006




Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis